Endividamento explode na Bahia: governo bate recorde de dívidas mesmo com arrecadação histórica
- 01/08/2025
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Apesar de registrar uma arrecadação histórica, impulsionada pela alta do ICMS e por repasses federais, o governo da Bahia tem intensificado a busca por novos empréstimos. Sob a gestão de Jerônimo Rodrigues (PT), a Assembleia Legislativa do Estado já aprovou mais de R$ 18,2 bilhões em autorizações de crédito em dois anos e meio de mandato — valor quase três vezes maior que o obtido por Rui Costa em oito anos (R$ 6,99 bilhões) e mais que o dobro do contratado durante as duas gestões de Jaques Wagner (R$ 8,31 bilhões), de acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Embora parte dessas autorizações ainda dependa da formalização de contratos com instituições financeiras, o volume já aprovado revela um modelo de gestão altamente dependente de endividamento para manter obras, investimentos e compromissos administrativos.
O cenário chama ainda mais atenção porque ocorre em meio a um período de bonança fiscal. Com cofres abastecidos por receitas em alta, era esperado um ritmo mais acelerado de investimentos e execução de obras públicas. No entanto, o que se vê é o contrário: projetos paralisados, atrasos nos pagamentos a fornecedores e ordens de serviço assinadas sem liberação de orçamento.
Esse descompasso entre arrecadação recorde e a morosidade na aplicação dos recursos públicos tem gerado preocupação e desconfiança entre prefeitos e lideranças locais.
“O governador prometeu muitas obras para o município. Claro que aceitamos, mas duvidamos que dê tempo de licitar e começar antes da eleição”, afirmou, sob reserva, um gestor municipal que não apoiou Jerônimo nas últimas eleições.
Falta de planejamento?
A situação levanta questionamentos sobre os critérios de priorização, planejamento e execução orçamentária do atual governo estadual. Para analistas, o volume expressivo de empréstimos, aliado à lentidão nos investimentos, pode comprometer o equilíbrio das finanças a médio e longo prazo — especialmente se a arrecadação perder fôlego em um cenário econômico menos favorável.
Enquanto isso, setores como infraestrutura, saúde e educação aguardam a concretização de promessas feitas desde o início da gestão, em 2023.
A oposição na Assembleia Legislativa já articula requerimentos de informação sobre os contratos de crédito autorizados e cobra mais transparência nos critérios utilizados pelo governo para definir quais projetos são realmente executados.
Informações do Bahia Notícias







