Morte de recém-nascido expõe crise na saúde da Bahia e revolta população de Macaúbas

  • 27/04/2026
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Morte de recém-nascido expõe crise na saúde da Bahia e revolta população de Macaúbas

A morte do recém-nascido Bryan Benício Figueiredo Nascimento, de apenas 20 dias, reacendeu o debate sobre a situação da saúde pública na Bahia e provocou forte comoção em Macaúbas e toda a região.

O bebê morreu por volta das 11h deste domingo (26), enquanto aguardava transferência para uma unidade hospitalar com capacidade para realizar uma cirurgia cardíaca de alta complexidade, considerada essencial para sua sobrevivência.

Bryan nasceu no dia 6 de abril, no Hospital Municipal de Macaúbas. Com apenas 28 horas de vida, foi diagnosticado com uma cardiopatia congênita grave, sendo necessário o encaminhamento imediato para uma UTI Neonatal.

Ele foi transferido para Vitória da Conquista, mas a unidade não possuía estrutura para realizar o procedimento cirúrgico necessário. A partir daí, a esperança da família passou a depender da regulação da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, responsável por viabilizar vagas em hospitais especializados.

Segundo familiares, o quadro clínico do recém-nascido era extremamente delicado, e a urgência da cirurgia era reforçada diariamente pelas equipes médicas. Díversas cobranças foram feitas, no entanto, a vaga nunca chegou.

O caso gerou profunda revolta popular e trouxe novamente à tona as críticas ao sistema de regulação estadual, frequentemente chamado pela população de “fila da morte”, em razão da demora no encaminhamento de pacientes em estado grave.

Enquanto aguardava a transferência, Bryan teve o estado de saúde agravado progressivamente, até não resistir.

A situação levanta questionamentos sobre a capacidade de resposta do sistema público, especialmente em casos que exigem rapidez e alta complexidade.

O corpo do bebê foi levado para Macaúbas, onde familiares e amigos se despedem nesta segunda-feira (27), em um momento marcado por dor, indignação e sentimento de impotência.

Diante do caso, moradores e lideranças da região cobram melhorias urgentes na saúde pública, principalmente no que diz respeito à regulação de pacientes e acesso a tratamentos especializados.

A morte de Bryan se soma a outros casos que reforçam a necessidade de revisão e fortalecimento do sistema, para que situações como essa não se repitam.


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